economia circular

O que é economia circular? Conheça essa nova onda de consumo

O ser humano consome e faz uso de serviços e produtos desde que é conhecido por gente. Porém, a forma como se consome vem mudando de acordo com o tempo. Atualmente, um novo formato de movimentar o comércio, conhecido como economia circular, ganha cada vez mais atenção. Ela propõe uma mudança em toda a nossa maneira de consumir.

No mundo dos negócios, a economia circular ganhou visibilidade há cerca de 4 anos – em 2014. Dentre as várias definições dadas por estudiosos, ressaltamos a de Pitt e Heinemeyer, dita em 2015. Para eles, “a economia circular é uma nova forma de pensar sobre o futuro e como organizamos nossas economias e sociedades”. De forma resumida, a economia circular tem como objetivo a maximização do o funcionamento de ecossistemas e do bem-estar humano.

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O fluxo circular da economia

O formato em que éramos acostumados a consumir – o linear, baseado no processo de retirar da natureza-produzir-descartar – está sendo deixado para trás. E a economia circular é exatamente o oposto desse formato.

Isso porque o formato linear não leva em consideração o fato de que as matérias primas podem se extinguir – e nem o que fazer no processo final. Ou seja: o que fazer com o que é descartado?

Já a economia circular vem para propor que os recursos extraídos e produzidos sejam mantidos em circulação. Como? Por meio de cadeias produtivas integradas. O objetivo é eliminar a ideia da existência de um lixo. Para a economia circular, todo material ainda pode ser utilizado. Por isso é definida como um fluxo cíclico, sem fim. Assim, acontece um aproveitamento inteligente dos recursos já existentes. As pessoas passam a se preocupar mais com o meio ambiente, consumismo e formatos de produção.

Quais as vantagens da economia circular?

Esse formato de pensamento e consumo oferece benefícios em largas escalas. Isso porque ela almeja manter os produtos, seus demais componentes e materiais em circulação aproveitando ao máximo seus valores e utilidade. Ou seja: auxilia na inovação, geração de novos empregos, crescimento econômico e no pensamento da população – que passa a consumir com maior cautela e atenção.

Para as empresas que investem nesse formato de economia, podem ser ressaltados vários benefícios. São eles:

  • Eliminação dos desperdícios. Isso porque uma produção reciclável não desperdiça suas matérias-primas;
  • Menor poluição tanto na produção quanto no descarte – o que resulta, também, em uma melhoria de qualidade de vida para todos os envolvidos na empresa;
  • Utilização de novos produtos naturais para elaborar produtos;
  • Redução de custos: afinal, será menor a extração de matérias-primas;
  • Inovação e melhoria nos processos da empresa;
  • Bem estar e engajamento dos colaboradores, que terão orgulho em trabalhar em um local preocupado com o futuro e que faz a sua parte;
  • Fortalecimento da imagem da empresa frente ao mercado. Além de contar com colaboradores satisfeitos e engajados, a empresa também conquista autoridade com clientes e fornecedores, que se sentem recompensados por fazer negócios com uma empresa engajada em projetos de responsabilidade ambiental.

Estes são apenas alguns dos exemplos do real impacto efetivo que a economia circular oferece para as empresas. São esses os motivos que fazem essa nova concepção ser adotada de forma global e ganhar atenção.

Para garantir que a empresa consiga alcançar o objetivo de implantar a economia circular, ela deve investir na sensibilização e envolvimento social de todos os seus colaboradores. Algumas sugestões são: desenvolver programas curriculares, materiais didáticos, ações de informação, workshops e demais recursos que auxiliem no entendimento e importância desse novo formato de consumo.

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Os grandes problemas da obsolescência programada

Um dos combates que a economia circular propõe é com a obsolescência programada de produtos. Ou seja: itens que ainda poderiam ter uma vida útil pela frente, mas que se tornam obsoletos – devido à atualizações de softwares, novas coleções, etc. A obsolescência programada gera resíduos que não recebem novos usos e se acumulam exponencialmente. Além da obsolescência, o esgotamento de matérias-primas também preocupa. Por isso instaurar a economia circular vem sendo de tamanho sucesso.  

Na economia circular, acredita-se que esses produtos devem passar por uma reutilização, remanufatura e recondicionamento. Assim, eles passam a ter o seu seu ciclo de vida estendidos.

Por exemplo: um smartphone tornou-se obsoleto. Ele volta para a fábrica em que foi produzido. É desmontado, otimizado e comercializado novamente. Se isso ocorrer, a economia lucra com a ausência de desperdício – assim como o meio ambiente.

Por isso, na economia circular, é proposto que os produtos e serviços sejam projetados para terem ciclos de vida maiores. Ecologicamente eficientes e economicamente viáveis. Assim, são feitos produtos mais duradouros e que utilizam menos recursos. Para fazer isso, é preciso prestar a atenção desde a ideia inicial do projeto, passando pelas fases de:

– Design inicial;

– Produção;

– Distribuição;

– Utilização;

– Eliminação – ou, melhor, reentrada no ciclo.

Todas essas etapas devem ser pensadas a fim de valorizar o capital natural e evitar o desperdício. E sim: em todas elas é possível colocar isso em prática. Cabe à empresa definir isso como uma das suas prioridades e investir de forma certeira em todas as etapas.

Para funcionar, a economia circular também depende dos consumidores

Para mudar o formato de produção, também é necessário mudar a forma de consumo. As empresas que se tornarem mais ecologicamente preocupadas devem colher seus frutos no consumo. Os consumidores devem optar, quando possível, por consumir de empresas que possuem essas preocupações claras.

Também cabe ao mercado se preocupar com o consumo desenfreado. O cliente deve se tornar mais consciente e se politizar do seu papel na economia circular. É ele quem pode fazer um produto durar mais seguindo os cuidados indicados pela empresa, por exemplo.

Sua empresa já faz parte do grande hall de corporações que acreditam e investem na economia circular?

Investir para ter um planeta melhor no futuro deve, sim, ser preocupação da nossa geração. As grandes empresas já entenderam essa importância e adotaram essa forma de pensamento e produção.

Não é preciso pensar muito para saber que reciclar é a opção mais adequada para atender as necessidades de consumo de uma população que cresce, mas que conta com a diminuição dos recursos naturais.

A sua empresa já pensa dessa forma? O que você acha da economia circular? Compartilhe conosco suas impressões sobre esse novo formato de pensamento.

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