economia criativa

Conheça a economia criativa, uma tendência de novos negócios!

Se engana quem pensa que a economia moderna, por tratar com números e dados, não valoriza as diferentes capacidades humanas. Muito pelo contrário. Se existe um ponto que vem sendo muito explorado pelo mercado é a economia criativa. Isso porque a forma de produzir e consumir mudou de maneira abrupta nos últimos anos.

Criatividade é a capacidade de inventar, criar ou produzir novidades. E a produção e o consumo no mundo atual passa por essa fase. As empresas que seguem esse conceito têm conquistado cada vez mais espaço e colocam em prática esse movimento criativo, que é cada vez mais humano, vivo e colaborativo.

economia criativa

Breve história da economia criativa

Esse formato de pensamento foi citado publicamente e oficialmente pela primeira vez em 1983. Aconteceu no Reino Unido, e foi feito pela primeira-ministra Margaret Thatcher. Em seu discurso, ela reconheceu que o investimento nas áreas de tecnologia e criatividade eram importantes para o crescimento econômico do Reino Unido.

O assunto foi citado novamente, em 1994 – ou seja, quase 10 anos depois – na Austrália. O primeiro ministro na ocasião, Paul Keating, publicou políticas públicas voltadas para a cultura. Pouco tempo depois, o primeiro ministro britânico Tony Blair, também deu a importância devida à esse assunto e o incluiu em sua plataforma de governo, durante sua campanha.

No Brasil, a economia criativa passou a ser oficialmente discutida há cerca de 7 anos, no começo de 2011, com a formação e inauguração da Secretaria da Economia Criativa (SEC), integrante do Ministério da Cultura (MinC). Após, a SEC foi integrada à Secretaria de Educação e Formação Artística e Cultural.

Outro ponto que vale ser ressaltado é que em 2012 foi inaugurado o Observatório de Economia Criativa (OBEC). Esse é um local de pesquisas e difusão de dados sobre a economia criativa brasileira. Com esses dados, percebe-se que ainda é um tema relativamente novo para o brasileiro e que ganha espaço no mercado atual.

Hoje, duas décadas depois dos anos 90 – e sete anos após a criação da SEC – a economia criativa já se tornou realidade para as empresas que querem se destacar no mercado.

– Veja também: Inovação = Criatividade + Educação: a fórmula da criatividade e inovação na educação

O que é economia criativa?

De acordo com John Howkins, professor inglês que criou esse termo, a economia criativa pode ser definida como “atividade nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico”. Esse trecho pode ser encontrado na sua obra “The Creative Economy: How People Make Money from Ideas” – em português, seria “A economia criativa: como as pessoas podem ganhar dinheiro com ideias”.

Ainda segundo o autor, a economia criativa engloba “processos que envolvem a criação, a produção e a distribuição de produtos e serviços. Para isso, usa o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos”.

Ou seja: a economia criativa é todo tipo de negócio criado a partir da criatividade. Porém, para ser um negócio, é algo que precisa gerar valor econômico. Esse formato de economia abrange a criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como matéria prima.

Howkins estabelece a economia criativa em cima de oito grandes pilares. São eles: moda, artes cênicas, arquitetura, literatura, design, audiovisual, artes e cinema.

Investindo na criatividade

A criatividade pode – e deve – ser muito produtiva. O objetivo não deve mais ser a quantidade de horas trabalhadas, mas sim a qualidade daquilo que é feito durante o tempo de trabalho.

Para uma empresa funcionar de acordo com os princípios da economia criativa, ela deve aumentar os investimentos na área de educação e qualificação. Isso porque colaboradores mais motivados e qualificados possuem maior chance de compartilharem suas ideias com o grupo. E esse compartilhamento faz parte da filosofia da economia criativa.

Alguns dos fatores essenciais da economia criativa são: investimentos na inclusão social, sustentabilidade, inovação e diversidade. Uma empresa que oferece essas características no seu dia a dia já sai na frente da concorrência na hora de reter seus principais talentos.

Isso tudo acontece porque, de maneira resumida: empresas que investem em soluções criativas contribuem para a melhora da sociedade e contam com colaboradores mais motivados. Como fazer isso? Investindo na criatividade dos seus colaboradores. Como? Por meio de processos, treinamentos e projetos de desenvolvimento de funcionários.

– Você também pode se interessar por: Conheça as técnicas e ferramentas de design thinking e encontre soluções inovadoras para seus problemas

Por que esse é um mercado crescente?

Porque a economia criativa transforma. Profissionais criativos geram valor não monetário aos produtos e serviços. Também, a constante inovação e a competitividade entre as empresas fazem com que a busca por profissionais criativos só aumente. Vale ressaltar também que um dos grandes pontos positivos da economia criativa é encontrar soluções “fora da caixinha” para problemas comuns. Isso resulta em melhores serviços e produtos.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o crescimento anual do mercado envolvendo a economia criativa deve ser em torno de 10% a 20% nos próximos anos em todo o mundo.

Quais os principais objetivos da economia criativa?

Entre as suas metas, a economia criativa objetiva alcançar os seguintes pontos:

  • A valorização e promoção de expressões culturais;
  • A garantia do desenvolvimento socioeconômico das atividades;
  • Estimular empreendimentos criativos e impulsionar a inovação em todos os sentidos.

Uma empresa tem como dever estimular essas ações e valorizar as capacidades únicas de cada colaborador. Entender os talentos de cada um e fazer com que a criatividade seja aflorada.

– Complemente a leitura com: Combata o bloqueio criativo com nossas dicas e se torne um profissional fora da caixa

Economia criativa: a economia do séc. XXI

É preciso aceitar que esse formato de economia já é visto como a economia do século XXI. Isso porque esse é uma época que está sendo muito marcada pela quebra de padrões tradicionais. Também está sendo muito valorizado o empreendedorismo (como as startups, por exemplo) e a criatividade individual.

Levando esse lema a sério, é importante ressaltar que negócios criativos têm propósitos que vão além do lucro.

Qual a sua opinião sobre a economia criativa? Acredita que é uma boa forma de empreender? Compartilhe conosco suas ideias!

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