Scorm

Scorm: Vantagens e Desvantagens

Ao pé da letra, SCORM é a sigla de Sharable Content Object Reference Model. Na prática, SCORM é uma padronização técnica para garantir a correta comunicação entre cursos on-line e diferentes plataformas gerenciadoras, os LMS (Learning Management System).

Vantagens

  1. Possibilita a integração de objetos de aprendizado de fontes diversas em um ambiente comum.

    Essa é a maior vantagem do SCORM que consiste no aproveitamento de cursos de fontes e formatos diversos dentro de um único LMS. Isso é conseguido através da API geral e um formato de distribuição comuns que o SCORM fornece aos cursos, permitindo que estes registrem e recuperem seus dados de maneira relativamente genérica tornando-os auto-configuráveis e extensíveis.

  2. Fornece um modelo de dados comum.

    Esse modelo de dados fornece benefícios tanto para os cursos, que podem ser desenvolvidos de maneira independente do LMS a que destinam, e para o LMS, que pode obter dados dos objetos de aprendizado de maneira uniforme.

  3. Fornece uma maneira comum de empacotamento de conteúdo.

    Isso facilita a distribuição de cursos, já que os dados podem ser empacotados da maneira que for mais conveniente para o seu criador e descritos através de um manifesto que especifica como o mesmo deve ser usado, mas que ainda deixa ampla liberdade para os implementadores.

Desvantagens

  1. O padrão é relativamente imaturo.

    Embora já esteja em sua segunda revisão (1.2), as mudanças entre essas revisões mostram que o mesmo ainda não atingiu uma forma estável. As mudanças projetadas para as próximas revisões e versões também ressaltam essa instabilidade.

    Essa instabilidade implica na possibilidade de mudanças drásticas que invalidem o investimento no mesmo em um determinado período. (Essa situação compara-se, em parte, à implementação do padrão XSL que mudou drasticamente entre os rascunhos iniciais e a versão final.)

    Uma área em que a imaturidade do padrão é revelada de maneira mais gritante é na parte de navegação entre os módulos que eventualmente compõem um curso. A versão 1.2 não implementa nenhuma forma de navegação ou tratamento da seqüência de administração de um curso.

  2. O padrão é totalmente baseado em um ambiente Web (leia-se navegador).

    Essa limitação força uma dependência em certas condições e tecnologias que impedem, de certa forma, a criação de soluções mais sofisticadas. Um exemplo desse problema é a dependência de uma API baseada em JavaScript. Isso impede que o padrão seja usado em locais onde a mesma não possa existir dessa forma a não ser uma integração com um interpretador JavaScript seja desenvolvida.

    Além disso, pela própria necessidade de garantir o máximo de compatibilidade entre plataformas, os formatos de arquivos que podem ser usados em um curso ficam restritos ao menor denominador comum (HTML e Flash em geral) e o uso de tecnologias do lado servidor é efetivamente impossível.

  3. O padrão coloca um ênfase muito grande no lado cliente dos objetos de aprendizado (pelo próprio modo como foi formulado).

    Dois problemas resultam desse fato. O primeiro é a possibilidade de brechas na segurança das aplicações. O segundo é a limitação da integração de recursos do lado servidor já que os objetos de aprendizado devem ser independentes do LMS onde serão usados.

  4. O padrão apresenta uma dependência da tecnologia atual que pode desaparecer ou ser substituída nos próximos anos.

    Há, inclusive, problemas atuais com a combinação tecnológica usada. A API precisa se comunicar com o servidor e não existe uma maneira comum de fazer isso. Tornar-se necessário então recorrer a múltiplos mecanismos, o que complica e enfraquece a implementação.

  5. A segurança da API só pode ser garantida de maneira limitada já que precisa ser acessada pelo navegador e pode ser manipulada externamente por consequência.

    Embora o padrão possua provisões incipientes para atividades e avaliações que requerem registro, o fato de serem primariamente baseadas no lado cliente levanta uma série que questões e problemas quanto à segurança, transporte dos dados e fraudes.

    Essas provisões para avaliações são extremamente limitadas e não há indicação quanto a serem tratadas em versões próximas do padrão. Além disso, a necessidade de usar uma API que é visível pela navegador torna o tráfego das informações existentes em uma avaliação muito vulnerável à manipulação.

Embora aparentemente apresente mais desvantagens do que vantagens, a implementação do padrão SCORM possui amplos benefícios para um LMS. As dificuldades podem ser resolvidas com algumas concessões e embora impliquem em limitações na realização de determinados cursos não tornam o investimento nulo. Só a primeira vantagem acima já mais do que compensa todo o investimento para muitas empresas.
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