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Gamificação – O poder de engajar pessoas de forma divertida7 min read

Gamificação – O poder de engajar pessoas de forma divertida e interativa

Nos anos 90, em quase todos os fliperamas do Brasil, um dos jogos mais disputados era o Street Fighter. Eu ainda era moleque e lembro que o único console que existia era o Atari. Era a época das fitas, que vinham com jogos como River Raid, Asteroids e o famoso Pacman. Quando o jogo dava pau, a gente tinha um ritual que chamávamos de “mãinha”, que era assoprar a fita pra ver se o jogo voltava a funcionar. Em 1990 a Nintendo lançou o Super Nintendo Entertainment System, para os íntimos Super NES, que se popularizou (“baratizou”) em 95. Eu mesmo só fui ver um de perto em 1996. Nessa época a galera aprendia a jogar na base da experimentação. Não existia tutorial no Youtube. Lembro que tinha uma galera mais nerd, que anotava tudo em caderninhos. Cansei de pagar 50 centavos a meia hora para finalizar o Mortal Kombat com o Scorpion sem que ninguém me dissesse como deveria jogar. E esse é o objetivo central da Gamificação.

O que é Gamificação?

O termo “gamification” foi criado em 2002 pelo programador britânico Nick Pelling. Tem se tornado uma forte tendência em empresas que querem engajar seus funcionários a aprender de uma maneira mais descontraída. Em seu livro Gamificar (Gamify em inglês) – Como a gamificação motiva as pessoas a fazerem coisas extraordinárias, Brian Burke descreve a gamificação como “o uso do design de experiências digitais e mecânicas de jogos para motivar e engajar as pessoas para que elas atinjam seus objetivos”.

De uma maneira mais fácil, entendemos gamificação como um jeito de fazer com que as pessoas se envolvam emocionalmente com uma plataforma, de uma maneira que elas consigam atingir os seus objetivos através de uma ferramenta intuitiva e recompensadora.

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Gamificação na prática

Ela serve para estimular o desenvolvimento de habilidades através de um método inovador. Também é possível medir o desempenho do usuário de uma forma criativa e interativa. A gamificação promove um envolvimento emocional entre jogador e o jogo, despertando o desejo completar todas as tarefas para alcançar os próprios objetivos dentro da plataforma.

Todo desafio precisa ter recompensa?

Sim! Ela é fundamental para motivar o jogador. Desde o início dos jogos olímpicos criados na Grécia, a recompensa é o que faz com que as pessoas não desistam no meio do caminho por que o desafio ficou chato. Quando falamos em recompensa não estamos falando somente de prêmios financeiros ou medalhas, ela pode ser a sensação de bem estar provocado em nosso cérebro quando conseguimos completar algo. Estudos feitos na década de 1950 pelos psicólogos James Olds e Peter Milner (veja o vídeo), da Universidade de McGill, no Canadá comprovaram que existe um sistema de recompensas formado por um grupo de neurônios que liberam a substância dopamina, que é um neurotransmissor capaz de provocar sensações de prazer em nosso cérebro.

Propósitos da Gamificação

A gamificação pode ser divida em três pilares:

1 – Engajar indivíduos digitalmente promovendo a interação com outras pessoas

Existem vários jogos que é possível jogar sozinho, mas o que deixa a competição mais interessante é a disputa com outros competidores. Na gamificação isso tem um propósito mais profundo que é a interação. A cada decisão ele estabelece uma forma de interação com a empresa ou o negócio. Quando uma empresa inclui uma plataforma de gamificação o cliente não joga apenas, mas fornece informações necessárias para a empresa.

2 – Motivar as pessoas e estimular elas para que desenvolvam habilidades inovadoras

A gamificação antes de ser aplicada precisa ser pensada. Por exemplo, se a plataforma propõe tarefas impossíveis de serem concluídas, o jogador pode acabar desistindo. Se for muito fácil isso também pode acontecer. Por isso a gamificação precisa necessariamente ser uma pista de mão dupla. São propostos objetivos tangíveis e também existem objetivos alcançáveis. Dessa forma há um estímulo para que as pessoas desenvolvam habilidades que possam ajudar a empresa a a encontrar soluções inovadoras para que seus clientes atinjam o sucesso.

3- Fazer com as pessoas atinjam seus objetivos e a empresa também atinja os dela

Um ponto importante que não pode ser esquecido é que a gamificação não deve ser pensada e desenvolvida para que o cliente faça o que a empresa quer, mas sim para que o cliente atinja os próprios objetivos. Quando isso não acontece não existe uma troca, pois apenas um lado sai ganhando. A ideia central de se oferecer uma plataforma de gamificação deve ser estabelecida com a mentalidade win win. O cliente ganha e como consequência a empresa também. Esse é conceito de Sucesso do Cliente. Não é somente dinheiro, mas sim um entendimento de que quando ele atinge os objetivos dele a empresa também atinge os dela.

Gamificação e tração

Há duas semanas escrevi um artigo intitulado Você sabe o que são canais de Tração? Identifique os melhores para alavancar o seu negócio. em que falo de como identificar os melhores canais para alavancar seu negócio. A Gamificação se encaixa no canal de Engenharia como Marketing para atrair clientes. Que é usar a engenharia de software a favor do marketing. O cliente utiliza gratuitamente sua plataforma e acaba por consumir seus conteúdos, produtos ou serviços. Para implementar uma plataforma gamificada em seu negócio é necessário um conhecimento aprofundado de linguagem de programação. Se você não tem muito conhecimento, procure alguém que entenda bem do assunto.. Um exemplo de gamificação que todos os boleiros brasileiros conhecem bem é o Cartola FC. No jogo além de interagir com outros “cartoleiros”, o jogador tem a oportunidade de ganhar prêmios quando aceita fazer uma assinatura premium.

Gamificação: Mundo digital transforma o mundo real

A revista Galileu trouxe um caso interessante de como a gamificação pode influenciar o mundo real. Em Estocolmo, capital da Suécia, a montadora de carros Volkswagen percebeu que haviam muitos casos de excesso de velocidade. Pensando em como reduzir a velocidade dos carros e consequentemente a probabilidade de acidentes, a empresa desenvolveu uma solução de gamificação (veja o vídeo) em que todos os carros que estavam dentro do limite concorriam em uma espécie de loteria digital. Radares espalhados pela cidade eram as ferramentas físicas para fiscalizar o jogo. Quem estava dentro da velocidade acumulava pontos. O interessante é que o prêmio era financiado pelas multas dos mais apressados. O resultado foi que a velocidade média dos veículos caiu 22%, em um período de três dias.

Testar antes de Aplicar

É fundamental fazer uma pesquisa com seu clientes antes de aplicar uma solução de gamificação. Entender seu anseios e objetivos para tentar saber se essa ferramenta seria realmente útil para ajudá-lo. Também deve ser analisado o que sua empresa espera alcançar com a gamificação. Se isso não ficar claro para você, certamente não vai ficar para quem estiver usando a plataforma.

Gamificação e Educação: Como potencializar o aprendizado jogando

É possível aplicar a gamificação no conteúdo a distância. Estudo realizado pela PUC-SP apontou que o setor de educação é uma das áreas que mais apresenta casos de gamificação. Aqui na Eadbox a gamificação está disponível para você que deseja melhorar a qualidade do aprendizado dos seus clientes de uma maneira lúdica e interativa.

Quer aplicar a gamificação em seu negócio?

Então assista uma demonstração gratuita da aplicação da gamificação em nossa plataforma de ensino a distância clicando nesse link: eadbox: conheça a novidade para aumentar o engajamento.

Pronto! agora é só aquecer os motores e “Let’s Play”.

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