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Metodologias EAD: saiba as diferenças e leia dicas

Existem diversas metodologias EAD e diferenças entre os cursos presenciais, ensino a distância e híbridos. Estes, se diferenciam principalmente na metodologia pedagógica que você irá utilizar. Mas primeiro, é necessário saber o significado de cada uma delas.

Nesse texto vou explicar um pouco de cada uma e como você pode aplicá-las em seu projeto hoje mesmo.

Curso Presencial

O ensino presencial é o formato mais tradicional das modalidades. Esta modalidade se baseia em horários fixos e interação no mesmo espaço físico entre professor e aluno. Ou seja, não existe a flexibilidade do EAD.

METODOLOGIAS EAD

Basicamente a primeira das metodologias ead é aquela em que o professor e o aluno não estão no mesmo local geográfico.
Uma informação curiosa, é que apesar de parecer contemporâneo por remeter à era da Internet, o Ensino a Distância começou no século XVIII. Na época, surgiram os cursos por correspondência, e, desde então, estes foram se adaptando a era tecnológica.

Assim como o EAD se adaptou às novas tecnologias, também teve que se adequar às necessidades do mercado. Começou no ambiente de cursos livres até passar a ser utilizado pelas universidades e ambientes corporativos. Hoje, só em ensino superior a distância no Brasil, são mais de 1,1 Milhão de matriculados. (Dados: Censo da Educação Superior 2013).

 

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Curso Híbrido (ou blended learning)

O Ensino Híbrido é o melhor dos dois mundos. Ou seja, ela se caracteriza por utilizar os dois modos de ensino: presencial e metologia ead.

Na parte das metodologias ead, o aluno possui a liberdade de montar seu horário de estudo, o local onde vai estudar e o ritmo. É valorizada a relação entre o aluno e a tecnologia, sendo esta uma ferramenta utilizada pelos alunos na construção do conhecimento.

A parte presencial, deve ser realizada na escola e pode ter diversos momentos: aluno estudando com a turma toda, em grupos, com ou sem a presença fixa do professor. O ponto forte aqui é valorizar as relações entre professor e aluno e alunos entre alunos.

Agora que você já sabe o que cada uma das modalidades abrange, vamos abordar um ponto muito interessante que são as técnicas de gamificação e o reflexo disso nas metodologias ead e presencial.

Primeiro, o foco está na colaboração. Existe o aprendizado cooperativo e o colaborativo. É preciso desenvolver um pensamento coletivo para a construção do conhecimento, usando um professor como mediador das discussões.

Durante o aprendizado colaborativo, não existe necessariamente uma resposta certa, o processo de construção é mais importante e o que sobressai.

Em resumo, presencialmente, a colaboração é uma estratégia interessante, já que a interação entre os alunos é direta e muito forte, diferente da cooperação, onde estudantes podem contribuir para o mesmo objetivo, porém, sem precisar de interação.

O segundo ponto está na praticidade. Você nunca sabe quando e como o seu aluno irá acessar os conteúdos do seu curso e esta é a mágica no ambiente online. Entenda o motivo pelo qual seus alunos estão fazendo o curso à distância. Os motivos poderão ser bastante diversificados – facilidade de acesso aos conteúdos, pouco tempo para se dedicar, acessibilidade, preço e uma dinâmica diferenciada são alguns motivos que levam o aluno para o EAD.

No terceiro, um dos módulos deve ser apenas para apoio. Se o curso é presencial, o EAD entra como facilitador para compartilhar conteúdos, gerar discussões e conseguir manter o aluno ligado ao curso, independente do cenário.

Já no curso online, o lado presencial serve como um representante de uma etapa específica do curso – uma avaliação, dinâmica, uma tutoria presencial. Independente da arquitetura adotada, as regras não mudam, o lado presencial é focado em colaboração, enquanto que o lado à distância é focado em praticidade.

Independente da modalidade ead escolhida – online ou presencial – há um desafio em comum para ambas as áreas: promover o engajamento, ou seja, a interação direta dos alunos durante o curso. Uma estratégia para isso é o uso da

Gamificação. Utilizar elementos gamificados significa trabalhar com elementos de jogos em ambientes que não são jogos.

É necessário ter cuidado com a definição de gamificação, visto que não é apenas a aplicação da mecânica de jogos (mecanismos de recompensas, sistemas de pontuação), mas, conforme definido por Kapp, é “um sistema em que os jogadores se engajam em um desafio abstrato, definido por regras, interatividade e feedback, que resulta em uma saída quantificável e frequentemente provoca uma reação emocional”.

A base da gamificação é utilizar as mecânicas de jogos em contextos externos aos jogos, ou seja, não necessariamente consiste na participação em um jogo, mas sim na utilização de mecanismos de jogos para estimular um determinado público na resolução de problemas em uma determinada área de conhecimento.

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Existem algumas estratégias para trabalhar com gamificação. Em 2014 Teixeira desenvolveu um passo a passo de como criar uma estratégia (solução) educacional gamificada, ou seja, utilizando técnicas de gamificação. Abaixo, na tabela X, segue o passo a passo elaborado por Teixeira:

 
ETAPAAÇÃOORIENTAÇÃO METODOLÓGICA
01INTERAJA COM OS GAMESÉ fundamental que o professor interaja com os jogos em diferentes plataformas (web, consoles, PC, dispositivos móveis, etc) para vivenciar a lógica dos games e compreender as diferentes mecânicas.
02CONHEÇA SEU PÚBLICOAnalise as características do seu público, sua faixa etária, seus hábitos e rotina.
03DEFINA O ESCOPODefina quais as áreas de conhecimento estarão envolvidas, o tema que será abordado, as competências que serão desenvolvidas,os conteúdos que estarão associados, às atitudes e comportamentos que serão potencializados.
04COMPREENDA O PROBLEMA E O CONTEXTOReflita sobre quais problemas reais docotidiano podem ser explorados com o game e como os problemas se relacionam com os conteúdos estudados.
05DEFINA A MISSÃO/OBJETIVODefina qual é a missão da estratégia gamificada, analise se ela é clara, alcançável e mensurável. Verifique se a missão está aderente às competências que serão desenvolvidas e ao tema proposto.
06DESENVOLVA A NARRATIVA DO JOGOReflita sobre qual história se quer contar.Analise se a narrativa está aderente ao tema e ao contexto. Verifique se a metáfora faz sentido para os jogadores e para o objetivo da estratégia. Reflita se a história tem o potencial de engajar o seu público. Pense na estética que se quer utilizar e se ela reforça e consolida a história.
07DEFINA O AMBIENTE, PLATAFORMADefina se o seu público vai participar de casaou de algum ambiente específico; se será utilizado o ambiente da sala-de-aula, ambiente digital ou ambos. Identifique a interface principal com o jogador.
08DEFINA AS TAREFAS E A MECÂNICAEstabeleça a duração da estratégiaeducacional gamificada e a frequência com que seu público irá interagir. Defina as mecânicas e verifique se as tarefas potencializam o desenvolvimento das competências e estão aderentes cada tarefa.
09DEFINA OS SISTEMAS DE PONTUAÇÃOVerifique se a pontuação está equilibrada, justa e diversificada. Defina as recompensas e como será feito o ranking (local, periodicidade de exposição).
10DEFINA OS RECURSOSPlaneje minuciosamente a agenda da estratégia, definindo os recursos necessários a cada dia. Análise qual o seu  envolvimento em cada tarefa (se a pontuação será automática ou se precisará analisar as tarefas).
11REVISE A ESTRATÉGIAVerifique se a missão é compatível com o tema e está alinhada com a narrativa. Reflita se a narrativa tem potencial de engajar os jogadores e está aderente às tarefas. Verifique se as tarefas são diversificadas e exequíveis e possuem regras claras. Confira se o sistema de pontuação está bem estruturado e as recompensas são motivadoras e compatíveis com o público.

Verifique se todos os recursos estão assegurados e se a agenda é adequada ao público.

 

No ambiente presencial, é possível promover discussões, trabalhos em grupo, trabalhar com conteúdos diferenciados e dinâmicas, mas isto só é possível uma vez que você possui um professor ou mediador, ajudando os alunos e sempre acompanhando o interesse e a participação deles ao longo do curso. Então como fazer isso no universo online?

Um desafio do ambiente online é encontrar meios de garantir a participação e o interesse do aluno num ambiente em que ele é livre para tomar as próprias decisões e definir as suas prioridades. Trabalhar com estratégias de gamificação é uma opção, mas é preciso adaptá-las para o ambiente online.

Veja algumas dicas para trabalhar com a retenção de alunos dentro do ambiente online:

 

1 – Trabalhe o design instrucional na prática?

Use uma estratégia de design instrucional dentro de seus cursos. O Design instrucional se trata de um conjunto de técnicas, métodos e recursos que possuem o objetivo de facilitar o processo de aprendizagem por parte dos alunos EAD. Um destes métodos é o modelo ADDIE.

A sigla é uma definição das palavras analisar (A- Analyze), estruturar (D- Design), desenvolver (D-Development), implementar (I-Implement) e avaliar (E-Evaluate). Cada uma dessas etapas é uma fase importante no planejamento educacional.

  • ANALISAR: Nesta fase o público alvo será analisado, de acordo com seus objetivos de ensino, necessidades e avaliação de métricas. É interessante fazer uma análise SWOT, onde tanto forças e fraquezas quanto oportunidades e ameaças são avaliadas.
  • ESTRUTURAR: Aqui precisamos avaliar como serão apresentados os conteúdos. Serão desenvolvidos roteiros, storyboards e protótipos para a estruturação. Se pergunte como seu público aprenderia melhor seu conteúdo.
  • DESENVOLVER: Nesta etapa, o foco será colocar as fases anteriores em prática, onde você produzirá os conteúdos e fará experimentos de aceitação para o melhor aproveitamento do seu público-alvo.
  • IMPLEMENTAR: Na implementação, é preciso comparar se o processo está de acordo com planejado. É interessante definir de que forma você irá disponibilizar os materiais produzidos, por exemplo, através de uma plataforma LMS.
  • AVALIAR: Esta última etapa, como o nome já diz, é a respeito da análise final, onde se faz um relatório dos objetivos de processo e se analisa se foram atingidos.
    Enfim, o design instrucional é de extrema importância na criação da atmosfera de ensino que ajuda alunos e tutores EAD no processo de aprendizagem, proporcionando uma experiência única.

2 – Desenvolver uma linguagem específica para o curso online.

Por exemplo: trabalhar com textos dinâmicos e hyperlinks, ter um guideline de fácil acesso para o aluno conseguir encontrar informações úteis (infos do curso, dos materiais de apoio, tutorias, método de avaliação e qualquer outra informação que seja importante para a realização do curso).

A ideia é que, mesmo sendo um curso online, o aluno não está desamparado ou “solto”. Há uma equipe pronta para ajudá-lo e ele pode adquirir conhecimentos tão bem quanto seria num curso presencial dentro de uma instituição de ensino.

 

3. Trabalhe com bit-sized content

Seus alunos podem acessar os cursos em qualquer momento do dia usando qualquer plataforma (celulares, tablets, computadores). Então, seu curso deve estar preparado para isso. Crie cursos e vídeos rápidos, assim, seu aluno sempre ganhará algum conhecimento, mesmo que gaste apenas 5 minutos em seu curso.

4. Trabalhe com Feedback.

Sempre busque entender as motivações do seu aluno, antes de iniciar o curso, durante e depois. Isso será útil para montar e aprimorar as próximas edições do seu material.

5. Promova interações e desafios.

Ofereça recursos que permitam a participação dos alunos durante a atividade acadêmica de outros estudantes. Isso irá despertar a curiosidade e ajuda a definir um norte de conhecimento e aprendizado dos participantes
Vale lembrar que para seguir todas estas dicas, não é necessário investir um grande valor na produção de cursos online. São práticas simples que podem ser utilizadas apenas com a adaptação da metodologia pedagógica utilizada.

 

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Conteúdo escrito por Giovanni Geron, Gestor de Pré-vendas e Implementação na Eadbox.

 


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